O disco de Vinil

 

O disco de vinil, conhecido simplesmente como vinil ou ainda Long Play (LP), é uma mídia desenvolvida no final da década de 1940 para a reprodução musical, que usa um material plástico PVC (Polivinil clorato), usualmente de cor preta, que registra informações de áudio, que podem ser reproduzidas através de um toca-discos.

O disco de vinil possui microssulcos ou ranhuras em forma espiralada que conduzem a agulha do toca-discos da borda externa até o centro no sentido horário.

Trata-se de uma gravação analógica, mecânica. Esses sulcos são microscópicos e fazem a agulha vibrar. Essa vibração é transformada em sinal elétrico. Este sinal elétrico é posteriormente amplificado e transformado em som audível.

 

História do Disco

 

O disco como meio de armazenamento de áudio foi criado e patenteado, juntamente com a máquina que o reproduzia, o gramofone, em 1888 por Emil Berliner, um inventor alemão radicado nos Estados Unidos.

Tanto Thomas Edison quanto Alexander Graham Bell já haviam idealizado o disco como suporte ideal para o armazenamento do som, porém não haviam investido em sua fabricação devido a problemas com a manutenção da rotação no centro do produto.

Inicialmente, fabricado de ebonite, feito a partir de um disco de zinco (matriz), Berliner fixou a sua composição de goma-laca feito a partir de um disco matriz de cobre.

Em um primeiro momento, Berliner não obtém grande êxito com a sua invenção e cede a patente para a Kammerer & Reinhardt, uma empresa alemã de brinquedos, que utiliza-a para vender bonecas falantes e um gramofone de dimensões reduzidas.

O disco e o gramofone só viriam a ser lançados no mercado americano, e depois no mercado mundial em 1895, quando Berliner funda a Berliner Gramophone.

Foi apenas no final da primeira década do século XX que o padrão de discos de 25 cm revolucionando entre 76 e 80 rpm foi adotado.

Os 78 rpms eram planos e por isso muito mais práticos para armazenar. Os sulcos sobre esses discos eram muito maiores que o de LPs de 45 rpm (cerca de 4 vezes maior) e por consequência as agulhas também eram muito maiores com dimensões próximas de um pequeno prego.

Os 78 rpm eram gravados e reproduzidos “acusticamente”, sem quaisquer amplificadores elétricos ou microfones até por volta de 1925. Na década de 1960 tornaram-se obsoletos, por possuírem as trilhas muito espaçadas. Eles eram feitos de um composto de goma-laca. Eram muito grossos e pesados, e também quebram com facilidade.

Os discos de 33 rpm também conhecidos como o “LPs” (Long Play), foram inventados em 1948 e é forma mais popular de disco analógico encontrado no mercado. Um LP pode armazenar até um total de 60 minutos de música, mas a maioria não têm mais do que 40 minutos. Eles são feitos de plástico de vinil em vez de goma-laca, desta forma, são mais flexíveis e não tendem a quebrar como 78 rpm. Os sulcos são 4 vezes menor.

Disco de vinil no Brasil

 

No Brasil, o disco de vinil foi lançado comercialmente em 1951, mas só começou a superar o disco de 78 rotações em 1964, e dominou o mercado até 1996.

A queda nas vendas dos chamados LPs começou de forma crescente, com o lançamento do Compact Disc, o CD, em 1984. Para se ter uma ideia, em 1991 foram vendidos 28 milhões de discos de vinil, cinco anos depois esse número caiu para 1,6 milhão e quase zero no ano seguinte.

As grandes gravadoras produziram discos de vinil até 1997, restando a partir daí apenas uma gravadora independente, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, que faliu no ano 2000. Os LPs perderam o valor e passaram e ser comercializados nos chamados sebos, a preços muito baixos.

Nos Estados Unidos, os discos de vinil nunca saíram do mercado. Em 2013, foram vendidos cerca de 5 milhões de cópias e, no ano seguinte, foi registrado um aumento de 53% nas vendas, o que representou cerca de 6% do mercado de música daquele país.

Com a recuperação das vendas de LPs nos Estados Unidos e na Europa, empresários brasileiros recuperaram, em 2009, as máquinas da gravadora de Belford Roxo e voltaram a produzir discos de vinil no país.

Com capacidade de produzir 28 mil LPs por mês, continua como a única empresa da América Latina.

 

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