Em nosso dia a dia estamos cercados de produtos que tem como matéria prima principal a madeira. E uma delas são as vassouras.

O simples molho de folhas ásperas, amarrado com cipó, presa a um cabo, pode ser encontrada em qualquer região do mundo, da casa mais simples a mais abastada. A vassoura, tornada indispensável é um dos objetos mais comuns em uma casa.

Ao longo dos anos, a vassoura ganhou alguns acessórios, mas não mudou muito da sua forma original.

A madeira no Brasil

 

A madeira apresenta a grande vantagem de ser um recurso renovável, mas em hipótese alguma pode ser considerada como matéria-prima de baixo custo, facilmente substituível e principalmente inesgotável.

A exploração madeireira no Brasil iniciou-se logo após o seu descobrimento, pelo fato do país possuir uma madeira de grande valor econômico, o pau-brasil, que foi explorado quase em sua totalidade.

Ao longo dos séculos, o crescimento populacional gerou o aumento da demanda por alimentos, levanto à devastação de extensas áreas de florestas nativas, com o objetivo de expandir a agropecuária.

O perigo de extinção de algumas espécies das florestas nativas contribuiu muito para chamar a atenção dos movimentos ambientalistas para o problema.

Com o aumento das pressões nacionais e internacionais para a proteção e conservação das florestas nativas, era necessário encontrar novas alternativas para o suprimento dos mercados consumidores, interno e externo. Assim, a solução era investir em reflorestamento.

 

Cabos de vassouras

 

Os cabos vassoura são produzidos a partir do aproveitamento de madeiras de pinus e eucalipto, madeiras de reflorestamento, cuja matéria-prima é adquirida de sobras e aparas de grandes madeireiras.

A madeira comprada chega verde na fabrica, então é colocada para secar, ou de forma natural (calor do sol) ou em estufas.

Após o período de secagem, são levada para a linha de produção, iniciando pelo torno, máquina na qual será dada forma aos cabos.

O torno produz em média 5000 cabos/dia, trabalhando 8 horas por dia.

Os cabos são fabricados em tamanhos de 0,60, 1,00, 1,20, 1,50 e 2,00 metros, com 23 mm de diâmetro.

Saindo do torno, os cabos passam para a lixadeira, que tem um potencial de produção maior que o torno.

A seguir é passado pelo torno cabeceador, o qual molda a cabeça dos cabos. A partir desse momento, inicia-se a fase de classificação dos cabos, de acordo com o padrão de qualidade, em cabos de primeira, segunda ou terceira,

Os cabos de primeira são destinados a vassouras de pelo, de melhor qualidade. Os de segunda para rodos e vassouras de qualidade inferior. Os de terceira qualidade para cabos que serão posteriormente revestidos com plástico ou semelhantes.

 

Reciclagem de cabos de vassouras

 

Hoje em dia, é comum encontrar vários adeptos a reciclagem, pessoas que levam a reciclagem como uma forma sustentável de viver. E um dos produtos, que ainda não está em alta na reciclagem são os cabos de vassouras.

Mas, acredito que muitos artigos possam ser criados com essas peças, tais como, bancos, cadeiras, mancebos, varões de cortinas, abajur, prateleiras, divisórias…

Se você quiser aprender a fazer um banco com cabos de vassouras, assista o vídeo abaixo:

 

 

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Luci Buzo

 

Referência: Industrialização de cabos de vassouras – uma alternativa para reaproveitamento da madeira.

 

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